domingo, julho 03, 2005

Mentiras

A Maria e o João eram namorados há três anos e viviam juntos há seis meses.
Eram o casal perfeito.
Andavam de mão dada pela rua, davam jantares perfeitos para os amigos, terminavam as frases um do outro.
Até ao dia em que a Maria se enrolou com o José, seu colega de trabalho.
Que por acaso vive com a Cristina, colega de empresa do João.
O João saiu de casa e levou o gato.
A Maria acabou tudo com o José e tem saudades do gato.
A Cristina não sabe de nada e continua feliz e apaixonada pelo José.
O José ofereceu um ramos de flores enorme à Cristina e há um mês que lhe diz todos os dias que a ama.

Quid iuris?

7 Comments:

Blogger Mikado said...

Estas descartáveis emoções...será que ainda podemos acreditar no amor eterno ?

10:59 da manhã  
Blogger Margarida Atheling said...

Estórias dos nossos dias...

É em momentos destes que acho que nasci no tempo errado!
Gostava tanto de acreditar no amor eterno, e na fidelidade, e na felicidade, e na complementariedade de duas pessoas, e...
De acreditar; em suma!

Beijinhos!

11:19 da manhã  
Blogger Soinico said...

A mentira é sempre muito complexa, não contar por opção, para não magoar o companheiro, como neste caso, não me parece mal e até concordo! Acho que há coisas sem as quais podemos muito bem viver não sabendo, desde que tenham sido de facto apenas aquilo e aquela vez! No entanto, uma mentira desse género descoberta fora de tempo pode destronar para sempre a confiança que se tem no companheiro...

12:07 da tarde  
Blogger Soinico said...

Ah, ontem tentei comentar aquela foto muito bonita do malmequer que estava aqui ontem... Lembrei-me de por uma do género ontem, mas a tua de facto era linda... Love me, love me not... ;)

12:08 da tarde  
Anonymous sandra said...

mentiras ou a verdade do amor e/ou a 'crueldade' da vida? não sei em que é que ficamos... fica bem.

3:54 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Não há amores prefeitos,
Não há amores eternos,
Mas há seres únicos e momentos especiais... Marina

3:22 da tarde  
Anonymous garfanho said...

quid juris?
(que saudades...)

A doutrina diverge e a jurisprudência não é unânime, e tal e coisa, e rebeubeu pardais ao ninho, e treca lareca treca lareca, e isto e aquilo e o contrário também, mas no fundo, penso que posso resumir a resposta a um sintético mas certeiro: amanhã é outro dia.

1:38 da tarde  

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