domingo, maio 22, 2005

Amor

Vestido de noiva a rigor, branco, claro, saia rodada, drapeada, comprida. Colar de prata com uma pequena pérola, brincos a condizer. E o penteado? como o farei? E os sapatos? Tenho de encontrar aquelas sandálias maravilhosas que vi em Londres e que cá não há em lado nenhum. Os convites estão a ser feitos, mas ainda não arranjei tempo para fazer a lista de convidados. Os meus amigos, os dele, a família, não sei se hei-de convidar aquela tia chata que chora sempre imenso, mas se calhar vai ter de ser. O meu pai não há-de querer vir, mas não faz mal, entro de mão dada com a minha filha. Também já comprei o fato que ele vai usar. Fica fantástico, lindo, fabuloso. Custei a convence-lo, porque queria ir de calças de ganga e t-shirt, mas lá consegui. Vamos ser felizes para sempre, tenho a certeza. Bem sei que tinha jurado que não me voltaria a casar, depois do trabalho que me deu o divórcio, dos quilos de kleenex, das noites sem dormir a pensar que a minha vida acabava ali. Bem sei que tinha prometido a mim mesma não voltar a cair no mesmo erro, mas não quero saber. Quero tudo aquilo a que tenho direito. E desta vez é que é. Tenho a certeza. Desta vez serei feliz para sempre. Está escrito nas estrelas, nas palmas das mãos, nas cartas do tarot que nunca li. Está escrito em todo o lado para onde me volte, desde que ele esteja lá.

(Graças a Deus, a memória das mulheres é muito selectiva, por isso nunca perdemos as forças para perseguirmos os sonhos.)

4 Comments:

Anonymous pekala said...

E nunca deixamos de acreditar que é possível:)
Adoro este blog,escreves tão bem!Adoro adoro adoro!!!!!

1:19 da manhã  
Blogger Margarida Atheling said...

É verdade!
E ainda bem...!

Bjs!

6:26 da tarde  
Blogger t&v said...

obrigada, pekala. ai que até corei e tudo, com os teus elogios :)

12:14 da manhã  
Anonymous sermacro said...

falar de valsas e tangos e voltar a realeza e a sedução que vinha de um olhar pentrante fixava seus olhos e dava seus lindos passos e passes numa sintonia de uma magia de poderem ter alternativa de variar passos e passes de ritmos que se mudava conforme o jeito de dar melhor coreografia de trançar pernas e entrelaçar corpos num frenesi tão louco que sempre se tinha um proposito que acabava um corpo arqueando sobre o outro como quisesse beijar. Já a valsa era um meio de se soltar e se levar pelo contagiante ritmo musical como se fosse flutuar sobre uma bela calmaria de uma borboleta a voar.

6:56 da manhã  

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